Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Brasil

O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra do Brasil elaborou uma proposta sobre a necessidade de conhecer e compartilhar conhecimentos para transformar vidas e contextos sociais e sobre a importância do desenvolvimento de uma consciência em que os valores adquiram novas categorias, para realizar ações transformadoras das realidades opressivas que devem ser suportadas por tantos sem-teto no grande território brasileiro.

Um dos aspectos mais importantes da proposta dos educadores do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra é as ações, o esforço e a luta pelo desenvolvimento de uma nova consciência, em que valores como a solidariedade, a cooperação, a família e a comunidade é resignificada através de práticas pedagógicas, que por sua vez redefinem o papel da escola e do professor.

História da educação no Movimento dos Trabalhadores

A história da educação no Movimento dos Trabalhadores Sem Terra foi constituída através de uma luta pela educação básica de crianças “assentadas / acampadas” 2, nas quais pais, professores, jovens e adultos concebem e desenvolvem, Cada dia, novas experiências. Apesar de enfrentar muitas dificuldades, com criatividade e disposição, constroem uma nova forma de educação e um novo tipo de escola.

Brasil

Um experimento realizado pelos Landless no Ceará e pe, um estado no Nordeste do Brasil, prova que é possível fazer mudanças significativas na educação, como a evidenciada na escola João Santos Oliveira, que, com base na construção coletiva do Projeto Político Pedagógico Começa a criar componentes diferenciados relacionados à realidade social, política e organizacional da vida no campo.

Um exemplo é o assunto chamado Organização de trabalho e técnicas produtivas; a criação do pomar e o berçário onde são ensinadas técnicas agroecológicas. A matriz curricular também possui projetos de pesquisa e práticas sociais comunitárias. Um dos pontos importantes da vida da escola é a participação da comunidade nas decisões da escola, que produziu um fortalecimento da organização do espaço escolar e da própria organização do assentamento.

A partir de 2010, as escolas primárias e primárias também trabalham com jardins dentro do projeto denominado “Crianças criam soberania alimentar”, que tem como abordagem de aprendizagem a gestão de pomares. O pomar de ensino é muito mais do que o aprendizado agroecológico, porque todas as disciplinas contribuem para manter o jardim vivo, bonito e cheio de lições.

A organização do pomar começou com o cultivo sob a forma de figuras geométricas, nas quais as crianças fizeram relatos para conhecer o lugar exato para plantar suas sementes. A existência do pomar também foi significativa para mudanças nos hábitos alimentares das crianças. Na geografia, um mandala na forma de Rose of the Winds é usado para ensinar os pontos cardinais.

No Settlement Recreation, no município de Quixaromobin, no sertão central do Estado do Ceará, a música faz parte da rotina dos colonos, que, juntamente com a produção, organização e luta, faz parte do dia ao dia de seus habitantes.

Brasil

O projeto “Tin Band” funciona com crianças em música dentro do currículo escolar. Quadrantes populares foi uma das músicas trabalhadas a partir da pesquisa sobre populares disse que usado no assentamento. A partir de elementos da música popular e da vida no assentamento, as crianças continuam a fazer suas próprias letras.

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Esta é a essência da luta dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que se organizam para construir novos conhecimentos e novas alternativas na busca da superação de séculos de opressão a que foram submetidos.

Escolas itinerantes, uma experiência importante na educação brasileira

As escolas itinerantes, organizadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, nasceram das necessidades e da luta de dois trabalhadores rurais, que tiveram a aspiração de promover o direito de acesso à educação para crianças e jovens. e adultos que vivem o campo nos campos ou assentamentos dos sem-terra.

Começando em 1996, como conquista do Movimento Sem Terra, obtiveram autorização do Conselho Estadual do Rio Grande do Sul para operar, e essas escolas itinerantes estavam ligadas a escolas estaduais, o que garante a parte administrativa.